O que a Sequoia anunciou a 4 de novembro
Ofereceram a Luciana Lixandru uma mudança para São Francisco, e ela recusou. A primeira sócia europeia da Sequoia, contratada à Accel em 2020, escreveu no X que a Europa é onde está a sua família e onde quer construir. O escritório que ela abriu é o que a Sequoia fecha agora.
O fecho constava de um memorando que a empresa publicou no X a 4 de novembro, intitulado The Sequoia of Tomorrow. Descreve um recuo depois daquilo a que a Sequoia chama uma expansão de cerca de 20 anos por várias regiões.
| Mudança | Pormenor |
|---|---|
| Fundos novos | Cerca de 10 mil milhões de dólares, perto de 8,9 mil milhões de euros |
| Escritório de Londres | Fechado, seis anos depois da abertura em 2020 |
| Aceleradora Arc | Encerrada. Lançada em março de 2022, pagava 500 mil a 1 milhão de dólares por empresa |
| Programa Scouts | Encerrado ao fim de cerca de 17 anos |
| Equipas early e growth | Fundidas numa só |
| Reunião de sócios à segunda-feira | Abolida |
A frase do memorando sobre a Europa é curta: simplesmente não vemos necessidade de uma presença local. Acrescenta que a Europa continuará a produzir fundadores excecionais e que a Sequoia os pode apoiar a partir da Bay Area.
Quem fica na Europa
A maioria dos sócios de Londres fica no continente, mas isso não é o mesmo que ficar no fluxo de negócios da Sequoia. As notícias coincidem sobre Lixandru e Anas Biad e divergem sobre os outros dois.
| Sócio | Situação noticiada |
|---|---|
| Luciana Lixandru | Fica na Europa, continua sócia, mantém os lugares em conselhos e investe a título pessoal. Apoiou a Trade Republic, a Pennylane e a Rillet |
| Julien Bek | Fica na Europa. Apoiou a Revolut, a Miro, a Attio e a Dust. Não está confirmado se continua na Sequoia |
| George Robson | Ficaria na Europa, com o papel na empresa por esclarecer |
| Anas Biad | Muda-se para a Califórnia e continua na Sequoia |
A Sequoia é o terceiro grande investidor norte-americano a sair de Londres em três anos. A Coatue fechou o escritório em 2024 e a Andreessen Horowitz o seu em 2025, menos de dois anos depois de o abrir.
O que muda para um fundador europeu
O dinheiro não saiu da Europa, mas a pessoa que decide sobre ele saiu. Um fundador em Lisboa, no Porto ou em Berlim que procure uma ronda de crescimento junto da Sequoia vai apresentar o projeto a sócios oito ou nove horas atrás. As chamadas caem ao fim do dia do fundador, e o sócio que defenderia o negócio à segunda-feira já não tem uma reunião de segunda-feira para o fazer.
O fim do Arc pesa sobretudo no início. Era uma das poucas vias pelas quais uma empresa europeia em pré-seed obtinha ao mesmo tempo o dinheiro e a atenção da Sequoia, e o Scouts era outra. Ambas desapareceram.
Na nossa leitura, isto aumenta o valor de um investidor líder europeu. Os fundos locais crescem enquanto as empresas norte-americanas recuam. A Creandum, uma das primeiras investidoras da Lovable, angariou 750 milhões de dólares a 2 de novembro para o seu maior fundo. Uma ronda liderada a partir de Estocolmo, Paris ou Londres, com uma empresa norte-americana a acompanhar, é agora a forma mais provável de uma série B europeia, e não o contrário.
Se a Sequoia já está no seu capital
Os seus direitos contratuais não mudam porque um escritório fecha, mas os seus interlocutores podem mudar. Os direitos de pro-rata, os direitos de informação e um lugar no conselho pertencem ao fundo, não ao sócio que assinou, e por isso mantêm-se.
Pergunte por escrito, antes do fim do ano, quem ocupa agora o lugar no conselho ou o papel de observador, quem é o seu contacto para a próxima ronda e se o sócio que liderou o seu negócio ainda está na empresa. Se ficou na Europa e saiu da Sequoia, o lugar pode passar para alguém na Califórnia que nunca conheceu a sua equipa. Mais vale sabê-lo agora do que na manhã de uma votação do conselho.
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